quinta-feira, 1 de outubro de 2015

A Mulher No Mercado De Trabalho


 



 Crescimento da mulher no mercado de trabalho


O crescimento do público feminino no mercado de trabalho é evidenciado pelos dados da última Relação Anual de Informações Sociais (RAIS 2013) do Ministério do Trabalho e Emprego. Num recorte por gênero, os dados evidenciam que em 2013 o nível de emprego da mão-de-obra feminina cresceu 3,91%, ante um aumento de 2,57% para os homens, uma diferença de 1,34 pontos percentuais. Os dados revelam ainda uma continuidade no processo de elevação da participação das mulheres no mercado trabalho formal, que passou de 42,47% em 2012 para 42,79% em 2013.
  
Embora ainda persista uma dissonância entre a representatividade das mulheres na População em Idade Ativa, essa diferença vem reduzindo ao longo dos anos. Numa análise por grau de instrução, por exemplo, os dados apontam um aumento significativo da participação das mulheres no mercado de trabalho formal no País. Com exceção do Ensino Médio, as mulheres vêm ganhando espaço no mercado formal, tendo sua participação alcançado 52,17%, nos níveis de Instrução Superior Incompleto e 58,93% nos níveis de Instrução Superior Completo.
 
Outra evidencia na RAIS que favorece o público feminino se refere aos rendimentos médios. O rendimento dos homens cresceu 3,18%, percentual inferior ao obtido pelas mulheres (3,34%) em 2013, dando continuidade a uma trajetória de crescimento no rendimento feminino. Em 2012 o rendimento médio das mulheres alcançou R$ 1.953, 19 contra R$ 2.375,59 dos homens. Em 2013 esse valor para as mulheres chegou a R$ 2.018,48, contra R$ 2.451,20 dos homens Ao se confrontar as taxas de crescimento do rendimento médio de 2012, no qual os valores verificados foram da ordem de 3,35% e 2,62%, respectivamente, para o gênero masculino e para o feminino, verifica-se que a taxa de crescimento masculina de 2013 é inferior à taxa de 2012, enquanto que, no caso das mulheres houve um aumento de 0,72%. O percentual de ganho real maior para as mulheres, em 2013, aponta para uma retomada na curva ascensional da participação do rendimento feminino, após a inflexão em 2012, cujos valores eram da ordem de 82,78%, em 2010, de 82,80%, em 2011, reduzindo-se para 82,22% em 2012. Em 2013, esse percentual elevou-se para 82,35%.
 
Outro dado que chama a atenção na RAIS são os estoques de trabalhadores aprendizes, que evidencia um crescimento significativo da participação feminina nesse setor específico. Enquanto em 2003 essa participação era da ordem de 18.426 homens contra 9.217 mulheres, em 2013 tínhamos 157.285 mulheres, sendo 169.769 homens no mercado formal. Ou seja, percentualmente, enquanto em 2003 a participação feminina era praticamente a metade dos homens, em 2013 essa diferença é mínima, tendo crescido significativamente ao longo dos anos.
 

Educação no Brasil


 Quadro da educação nacional 

Pesquisas na área educacional apontam que um terço dos brasileiros frequentam diariamente a escola (professores e alunos). São mais de 2,5 milhões de professores e 53 milhões de estudantes matriculados em todos os níveis de ensino. Estes números apontam um crescimento no nível de escolaridade do povo brasileiro, fator considerado importante para a melhoria do nível de desenvolvimento de nosso país.

Uma outra notícia importante na área educacional diz respeito ao índice de analfabetismo. O Censo de 2010 (IBGE) mostra uma queda no índice de analfabetismo em nosso país nos últimos dez anos (2000 a 2010). Em 2000, o número de analfabetos correspondia a 13,63% da população (15 anos ou mais de idade). Esse índice caiu para 9,6% em 2010 e para 8,3 em 2013 (IBGE).. Ou seja, um grande avanço, embora ainda haja muito a ser feito para a erradicação do analfabetismo no Brasil. Outro dado importante mostra que, em 2006, 97% das crianças de sete a quatorze anos frequentavam a escola.

Esta queda no índice de analfabetismo deve-se, principalmente, aos maiores investimentos feitos em educação no Brasil nos últimos anos. Governos municipais, estaduais e federais tem dedicado uma atenção especial a esta área. Programas de bolsa educação tem tirado milhares de crianças do trabalho infantil para ingressarem nos bancos escolares. Programas de Educação de Jovens e Adultos (EJAs) também tem favorecido este avanço educacional. Tudo isto, aliado a políticas de valorização dos professores, principalmente em regiões carentes, tem resultado nos dados positivos.

Outro dado importante é a queda no índice de repetência escolar, que tem diminuído nos últimos anos. A repetência acaba tirando muitos jovens da escola, pois estes desistem. Este quadro tem mudado com reformas no sistema de ensino, que está valorizando cada vez mais o aluno e dando oportunidades de recuperação. As classes de aceleração também estão dando resultados positivos neste sentido. 

A LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), aprovada em 1996, trouxe um grande avanço no sistema de educação de nosso país. Esta lei visa tornar a escola um espaço de participação social, valorizando a democracia, o respeito, a pluralidade cultural e a formação do cidadão. A escola ganhou vida e mais significado para os estudantes.